Operação T.E.R.N.O – licença para a elegância
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Operação T.E.R.N.O – licença para a elegância

Desde que ganhou a atenção dos alfaiates italianos, no começo do século 20, o terno ocupou de vez o lugar de traje masculino elegante por excelência. Com um pouco de história, e algumas dicas simples, a gente te ajuda a ter as peças certas no guarda-roupa

 

 

 

 

Ele atesta a elegância desde o final do século 17 – quando a moda masculina passou por uma revolução ao abrir mão do excesso (de enfeites, acessórios e tecidos) para abraçar a sobriedade e praticidade de uma boa dupla calça + paletó.

No começo do século 20, os alfaiates napolitanos, impressionados pela alta costura dos trajes da elite britânica em férias, especializaram-se nos truques da confecção londrina de ternos. No entanto, modificaram as técnicas de fabricação para produzir uma versão mais suave e leve, sem forro, e que combinasse com clima quente de Nápoles. 

Nos anos 1970, foi o mestre Giorgio Armani o responsável por incluir o que faltava para que a peça ganhasse todos os espaços onde o homem deve marcar a diferença por meio do estilo: trouxe um corte mais encorpado, que equilibrava elegância e despojamento, o que mudaria o guarda-roupa deles pelas próximas décadas – e um dos “garotos propaganda” desse new charm foi Richard Gere, no filme Gigolô Americano, de 1980.

 

 

Perfeito para você

Mas como ir da teoria à prática sem gastar os tubos ou se perder entre tantas opções e combinações possíveis? A gente te ajuda! 

O “terno perfeito” tem muito a ver com o “perfeito para você”. Se suas peças obedecerem a algumas tendências – muitas delas ditadas pelo tempo – e a medidas e proporções que favoreçam a sua silhueta, respire aliviado: você estará pronto para o trabalho, para aquele casamento e até para um programa mais descontraído (caso seu estilo seja mais formal...). 

 

 

Os detalhes fundamentais para o terno perfeito

 

Ombro – Cuidado com as ombreiras. Além de não estarmos mais nos anos 1980, se tiver muito volume dá a impressão de que o é terno que está usando você. Ou seja, zero naturalidade.

 

Lapelas – Uma pequena fenda alta, bem na altura da clavícula, é o que você precisa para que esse detalhe não comprometa tudo. Atentar para isso fará seu terno pronto parecer o mais próximo possível de um feito sob medida.

 

Cintura – Todo paletó deve ter algum ajuste na área da cintura para dar a seu corpo uma forma mais dinâmica.

 

Design – Quanto mais essenciais os detalhes, maior uso você fará do seu terno. Evite bolsos extras e detalhes extravagantes na costura. 

 

Calças – As de frente lisa são consideradas mais modernas, mas as pregas estão liberadas (sobretudo, para quem se mantém em forma). E importante: uma barra virada mantém os vincos de sua calça mais precisos. Cuide para que a área virada fique em torno de 4 cm.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os quatro fantásticos

 

Azul marinho Comece com azul-marinho: ele cumpre as exigências da formalidade e, de quebra, tem um toque clássico que, acredite, nem o preto consegue. E é também um coringa no armário: escuro o suficiente para o dia a dia no trabalho e mais leve (e clássico) do que o preto. Dica extra: um padrão espinha-de-peixe, em pequena escala, ajuda a dar aquele toque sutil para fugir do básico. 

 

Cinza Para acrescentar alguma variedade. Aposte numa versão cinza claro e escolha um tecido de lã leve (garantia de uso em qualquer época do ano). 

 

Listrado” – É um passo a mais. Por isso, atenção aos padrões. O risca-de-giz é garantia de uma boa escolha – e com o ganho extra de que linhas verticais te fazem parecer mais alto. 

 

Xadrez – Esse vale para quando você precisa parecer mais formal mesmo em ocasiões descontraídas. Escolha uma versão clássica, como o xadrez príncipe-de-gales; seu armário vai agradecer esse toque de textura. 

 

 

 

 

Quantos botões? 

Estamos quase lá. Agora só falta escolher o estilo e posição dos botões – e, sim, isso é importante. 

Para os mais baixos – O paletó de um botão, com ombros normais, forma o V que vai alongar sua silhueta. 

Para os muito magros – Ao contrário do que se pode imaginar, o tecido “a mais” acrescenta volume. 

Para os mais cheinhos – Um paletó de dois botões ajuda a “afinar” as formas.  

Para os “grandões” – Um terno de três botões forma o menor V entre todas as versões; complete com um caimento mais próximo ao corpo, mas ainda assim confortável. 

 

 

Aqui é só um guia para te ajudar, já que existem muitas dúvidas. O que significa que você pode usar o que te deixa mais a vontade. Na moda não existem regras (não gostamos também!), mas vale o bom senso.