Os bares mais legais de SP para tomar cerveja
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Os bares mais legais de SP para tomar cerveja

Nossos endereços prediletos na cidade para apreciar rótulos artesanais e comer muito bem  

 

ÂMBAR CERVEJAS ARTESANAIS

 

A porção de bolinhos de carne do Âmbar e o growler da casa (fotos: divulgação)

 

Enfileiradas atrás do balcão, as quinze torneiras do bar são encimadas por lousas que informam claramente o nome, o estilo e o preço de cada chope. Delas jorram praticamente só marcas artesanais brasileiras, como a curitibana Bodebrown, a sorocabana Burgman e a paulistana Trilha. Dessa última, não deixe de provar a Atlântico, uma ótima e refrescante juicy IPA.

Entre um gole e outro, vale a pena a explorar o bem executado cardápio de comidas. Lista desde quitutes irrecusáveis como os bolinhos de arroz, carne ou bacalhau e os quadradinhos de tapioca com queijo e pedacinhos de calabresa até pratos fartos, a exemplo do steak tartare com fritas ou salada.

Antes de pedir a conta, uma dica: os chopes podem ser levados para casa em growlers, aqueles garrafões com capacidade para uns 2 litros, ou em crowlers, que nada mais são que latinhas tampadas ali mesmo, numa simpática engenhoca disposta no balcão.

Onde fica: Rua Cunha Gago, 129, Pinheiros, São Paulo, facebook.com/ambarcervejasartesanais/

 

GOOSE ISLAND

 

Um dos chopes da Goose Island e a fileira de torneiras da cervejaria (fotos: divulgação)

 

A enorme unidade paulistana da cervejaria nascida em Chicago prova o quanto a AmBev está empenhada em investir no mercado de cervejas artesanais – a marca foi adquirida pelo conglomerado do Jorge Paulo Lemann em 2011.

Aberta em dezembro passado no Largo da Batata, a Goose Island dispõe de um amplo salão com paredes de tijolinhos, uma sala reservada para degustações e um agradável rooftop, batizado de beer garden e ainda pouco aproveitado.

E ainda tem o espaço tomado por tanques de maturação, onde são feitos os chopes que saem das quinze torneiras em formato de ganso, marca registrada da cervejaria.

Quem manda ali é o mestre cervejeiro Guilherme Hoffmann, que prepara tanto os hits da Goose, como a equilibrada India Pale Ale e a suave American Style Wheat, quanto invenções próprias. Bons exemplos são a Potato Hell, uma helles em homenagem ao Largo da Batata que leva um toque do tubérculo na receita, e a Yellow Line, boa APA que presta tributo à linha mais próxima do metrô.

Comedido, o cardápio também lista alguns coquetéis feitos com cerveja, a exemplo do Ipa Spritz, união de aperol, mel, suco de limão, club soda e India Pale Ale. Para comer, recomenda-se o hambúrguer feito com um blend de carnes dry aged, queijo meia cura, alface romana, molho de tomate fresco e maionese defumada.  

Onde fica: Rua Baltazar Carrasco, 187, Pinheiros, São Paulo, facebook.com/brewhousebr/

 

BREWDOG BAR

 

A Pale Ale Vagabond e o hambúrguer de carne de picanha angus do BrewDog (fotos: divulgação)

 

Não há quem não se sinta meio hipster ao entrar nesse bar com paredes de concreto, lâmpadas fraquinhas, música alta e atendentes cobertos de tatuagens. Aberta em 2014, a filial paulistana da cervejaria escocesa – uma das quase cinquenta espalhadas pelos Estados Unidos, Reino Unido e outros países da Europa – dispõe de 22 torneiras.

Parte delas é reservada para as principais criações da BrewDog, como a Punk IPA, a Dead Pony, a Fibe AM e a Jack Hammer. As demais são destinadas a cervejas de marcas nacionais – bem mais em conta, por sinal – como a catarinense Coruja, a paulistana Jupiter e paulista Bamberg, feita em Votorantim.

Não sabe o que pedir? Peça para provar quantas quiser antes de bater o martelo. Os atendentes tatuados não vão amarrar a cara – ou amarrar a cara mais ainda.

Para contrabalancear a potência das cervejas, nossas dicas são o sanduíche chicken mayo, feito com filé de frango empanado, alface, tomate e molho aïoli, e o hambúrguer de carne de picanha angus, que leva queijo mussarela, rúcula e cogumelos salteados.

Onde fica: Rua Coropés, 41, Pinheiros, São Paulo, facebook.com/brewdogsaopaulo/

 

CÂMARA FRIA

 

No Câmara Fria as torneiras são dominadas pelos chopes da Wäls e as pizzas levam a assinatura da rede Bráz (fotos: divulgação)

 

O Bar Original, em Moema, você provavelmente conhece. Aberto em 1996, foi o primeiro estabelecimento da Companhia Tradicional do Comércio, dona do Pirajá, do Astor e das pizzarias Bráz, entre outras casas. E o Câmara Fria?

Aberto em novembro do ano passado, funciona no andar de cima do Original. Como um speakeasy, não tem placa ou nome na fachada. É preciso entrar no Original, não cair na tentação de tomar só um chopinho nesse bar ou comer a famosa coxinha dali, abrir a porta à esquerda, dessas de frigorífico, e subir uma escada.  

Bem refrigerada como convém a uma câmara fria, a novidade tem decoração rústica – repare nas paredes em parte demolidas – e iluminação indireta.

As torneiras são dominadas por rótulos da premiada cervejaria mineira Wäls, outra que passou para as mãos da AmBev. É prudente começar com o chope mais fraquinho da marca, o pilsen X Wäls, passar para o Wäls Dubbel e o deixar o potente Petroleum só para o fim.

O cardápio de comidas lista pizzas individuais feitas conforme os mandamentos da Bráz e a mesma coxinha do Original, servida de hora em hora.

Onde fica: Rua Graúna, 137, Moema, São Paulo,facebook.com/barcamarafria/

 

CERVEJARIA NACIONAL

 

A seleção de chopes da Cervejaria Nacional, todos feitos na casa, e um dos crostinis (fotos: divulgação)

 

Aberta em 2011, a Cervejaria Nacional reinou por dois anos como o único bar da cidade a produzir os próprios chopes. Depois surgiram a Les 3 Brasseurs, no Itaim, a Karavelle, com unidades no mesmo bairro e nos Jardins, e mais, recentemente a Goose Island, para citar concorrentes do mesmo porte.

A clientela da Nacional, no entanto, parece ter se mantido fiel a ela. Do contrário, a cervejaria não teria inaugurado, no ano passado, uma filial em Ribeirão Preto, no Shopping Santa Úrsula.

Dos tanques visíveis nos três andares da unidade paulistana saem cinco chopes. São eles: Y-Îiara Pilsen, Mula Ipa, Domina Weiss, Sa’si Stout e Kurupira Ale, que podem ser servidos ao mesmo tempo em copos pequenos. Deixe anotado: de segunda a sexta, das 17h às 19h, quem pede um chope, ganha outro.

Vez ou outra a casa também produz cervejas sazonais que costumam surpreender. Um bom exemplo é a Deus Dará, uma ótima Irish Red Ale relançada no último Saint Patrick´s Day que cai muito com petiscos como o queijo de coalho com melado de cerveja e o crostini de abobrinha.   

Onde fica: Avenida Pedroso de Morais, 604, Pinheiros, São Paulo, facebook.com/cervejarianacional/


 

JILÓ DO PERIQUITO

 

O salão do Jiló do Periquito e o petisco mais emblemático do bar (fotos: divulgação)

 

Em funcionamento desde 2012, a versão paulistana do Aconchego Carioca encerrou as atividades no início do ano. Explica-se: abarrotada de trabalho no Rio de Janeiro, onde ela mora e fica a matriz e outras duas filiais do bar, a chef Kátia Barbosa optou por desmanchar a sociedade em São Paulo com Edu Passarelli e André Clemente. “Foi um decisão de negócios, sem qualquer mágoa”, garante Passarelli.  

Sem sequer fechar as portas, o empreendimento deu lugar ao Jiló do Periquito. O nome também demanda uma explicação: “Um amigo uma vez nos disse que tínhamos que abrir um bar com um nome que não fizesse o menor sentido e emendou: ‘como Jiló de Periquito’”, lembra Passarelli, que se manteve sócio de Clemente. “Achamos o nome ótimo”.

Sim, tem jiló no cardápio. Ele é servido como chip, sequinho e crocante, numa salada e num prato ou outro. Espere por receitas sem grandes invencionices mas ótimas, como estrogonofe com cogumelos, bobó de camarão e lasanha de berinjela.

Ah, sim as cervejas. Passarelli é um respeitado sommelier de cervejas e não se cansa de garimpar para a casa novidades como a Fat Bull Beer, uma Australian Pale Ale feita em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Mas também há espaço para rótulos mais conhecidos como o da americana Brooklin e das belgas Duvel e Veddet.

Onde fica: Alameda Jaú, 1.372, Jardim Paulista, São Paulo, facebook.com/jilodoperiquito/