Os bares mais estilosos de São Paulo
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Os bares mais estilosos de São Paulo

Coincidência ou não, todos apostam na coquetelaria e não descuidam da seção de comes do cardápio 

 

PEPPINO BAR

 

O balcão do Peppino Bar e o delicado drink love and money (fotos: Bruno Geraldi/divulgação)

 

Tai um bar que não tinha como dar errado. As coqueteleiras são de responsabilidade do renomado bartender italiano Fabio la Pietra, que até o ano passado dava expediente no SubAstor, onde ajudou a elevar o padrão da coquetelaria em São Paulo. E a cozinha é território do premiado chef Rodolfo de Santis, do festejado italiano Nino Cucina, que funciona a poucos metros dali.

 

 

Tido como o filho rebelde do restaurante, o Peppino tem decoração bem mais rústica – repare nas paredes e vigas com os tijolos à mostra e nos trechos onde o cimento sem acabamento foi preservado. É o bar do momento. De quinta a sábado, portanto, fica invariavelmente lotado – prefira ir numa segunda ou terça ou chegar tarde da noite, já que a casa fecha só às 2h.

O que pedir: o drink southern augusta, que leva vinho xerez, xarope de bergamota e jasmim e vermute com aroma de tomate assado, e o irresistível parmiggiana, um mini-hambúrguer que é empanado em farinha panco antes de ser frito e chega à mesa com molho de tomate, mussarela de búfala e manjericão.

Onde fica: Rua João Cachoeira, 175, Itaim Bibi, São Paulo - http://www.peppinobar.com.br/

 

FRANK

 

Um raro registro do Frank sem muita gente e o Martini da casa (fotos: divulgação)

 

O Spencer Amereno Jr. tem tudo para virar o Alex Atala da coquetelaria brasileira. Perfeccionista, o bartender não abre mão de preparar o próprio suco de tomate para o bloody mary, a própria água tônica – o gás carbônico ele acrescenta com a ajuda de um equipamento chamado perlini – e até mesmo o gelo, que  precisa ser cristalino e cortado em tamanhos grandes, para demorar mais para derreter.

São raros os dias em que ele não é visto atrás do balcão do Frank, que comanda desde que o bar abriu as portas, em 2015. Instalado no térreo do hotel Maksoud Plaza, resume-se a umas poucas poltronas e sofás vermelhos com iluminação indireta e a um disputadíssimo balcão de madeira para oito felizardos. Vale o aviso: depois de conferir o rigor com o qual Spencer prepara um drink, fica difícil se contentar com o gim-tônica do bar da esquina.   

O que pedir: lamont cocktail, união de whisky Famous Grouse, vermute Martini Extra Dry, licor Drambuie e amargos aromáticos de limão cravo.

Onde fica: Maksoud Plaza – Al. Campinas, 150, Bela Vista, São Paulo, https://www.facebook.com/frankbarsp/?fref=ts

 

 

SUBASTOR

 

As disputadas poltronas do SubAstor e o cocktail kentucky-tivo (fotos: Leo Feltran/divulgação)

 

Foi nesse speakeasy, aberto em 2009 no subsolo do Astor, que muita gente provou o seu primeiro negroni ou aperol spritz. Comandado até o ano passado pelo bartender Fabio la Pietra, hoje à frente do Peppino, o SubAstor foi um dos primeiros bares de São Paulo a apostar numa coquetelaria bem executada e inventiva, felizmente replicada hoje em vários endereços.   

Com a saída de Pietra, o comando do balcão foi para as mãos do bartender Rogério Frajola, ex-braço direito do italiano e há anos na casa. Talentoso, ele soube manter o padrão alcançado pelo antigo mandachuva e aos poucos apresenta suas próprias criações. Em tempo: o charme do Sub, com suas paredes cobertas por cortinas vermelhas e seu balcão com iluminação interna, segue imbatível.

O que pedir: ceará vs 007, drink feito com vodca Ketel One, gim Tanqueray, castanha de caju, vermute Martini Bianco e perfume de caju.

Onde fica: Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Paulo https://www.facebook.com/SubAstor/?fref=ts

 

 

NEGRONI

 

O salão do bar Negroni e o drink batizado com o nome da casa (fotos: divulgação)

 

Não é um bar só para quem é fã do hoje badaladíssimo drink feito com gim, vermute tinto e bitter italiano. Além de negroni, o cardápio lista a maioria dos coquetéis clássicos, como old fashioned (bourbon, angostura, açúcar e laranja) e manhattan (bourbon, vermute tinto e angostura), e boas receitas próprias, a exemplo do refrescante frescolino (leia abaixo).  

Chegue cedo para encontrar vago o sofá de couro que rouba a cena no andar de baixo e de onde se avistam o balcão e o forno no qual se assam ótimas pizzas individuais – a de abobrinha é a nossa preferida.

O que pedir: frescolino, que leva gim, bitter italiano, vermute tinto, grapefruit, angostura e água tônica, e a pizza de abobrinha, feita com queijo de cabra, limão siciliano e manjericão.

Onde fica: Rua Padre Carvalho, 30, Pinheiros, São Paulo https://www.facebook.com/negroni.sp/

 

 

RAIZ

 

O balcão do bar Raiz e a tábua de frios, boa opção para petiscar (fotos: Rubens Kato/divulgação)

 

O speakeasy com sofás vermelhos, iluminação indireta, balcão com iluminação interna e palco baixo, no qual ocorrem apresentações de jazz às quintas-feiras, fica no subsolo do restaurante Jacarandá. Funciona com esse nome desde o final do ano passado, quando o empreendimento ganhou novo dono. Para chegar até o bar, é preciso cruzar o jardim e as mesas do restaurante e descer uma escada com quinze degraus. 

Enxuta, a carta de drinks é assinada pelo bartender Laércio Zulu, que dá expediente no São Conrado, na Vila Madalena. Lista boas criações dele como o cocktail tea or coffee (bourbon Wild Turkey, chá preto, café, mel e limão) e o mulata ensaboada (cachaça weber haus, rapadura, bitter e suco de laranja), além de receitas clássicas. A seção de comes inclui boas pedidas como empanada de camarão com queijo da Serra da Canastra. 

O que pedir: drink raiz, feito com gim Arapuru, vermute Martini rosso, espumante e especiarias.  

Onde fica: Rua Alves Guimarães, 153, Pinheiros, jacarandabr.com.br

 

 

THE JUNIPER 44

 

O salão do Juniper 44º e o drink The Life, servido numa cesta que simboliza um ninho (fotos: Marcio March/divulgação)

Quem leu “O Grande Gatsby” ou viu o filme inspirado no livro do americano F. Scott Fitzgerald estrelado pelo DiCaprio vai logo reconhecer as referências do The Juniper 44º. É a arquitetura art déco difundida em Nova York nos anos 30 e as festas promovidas por magnatas como Jay Gatsby, o protagonista do livro, que serviram de inspiração para o bar, recém-aberto no Itaim.  

O protagonista da casa é o gim – zimbro ou juniper, em inglês, é o principal botânico do destilado e 44º é o teor médio da bebida. Quem assina a carta de drinks é o bartender Matheus Cunha, também sócio da casa. Ele aposta em coquetéis apresentados de maneira lúdica como o the book, que leva vodca, xarope de alecrim, abacaxi, cítricos, hortelã e espuma de uva e é servido sobre um livro em branco, no qual os clientes podem contar suas histórias. É bom ir pensando no que você vai escrever.

O que pedir: the life, que combina whisky irlandês, licor de cassis, creme de mure, suco de grapefruit, bitters e vapor de baunilha.

Onde fica: Rua Doutor Renato Paes de Barros, 123, Itaim Bibi, thejuniper44.bar