O lifestyle de Stefano Carta
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O lifestyle de Stefano Carta

Você já deve ter ouvido falar nele, se ainda não, olha a chance aqui. Batemos um papo essa semana com Stefano Carta, um dos fundadores da agência de relações públicas Turba, falamos sobre a importância da produção artesanal na moda, sobre o que ele faz para se desconectar e dos valores e aprendizados que teve com o pai, o editor Andrea Carta.
 

FOTOS Victor Collor

 

O Stefano Carta é alguém que usa os sapatos da LOUIE e acredita na nossa missão. “No Brasil, grande parte dos consumidores com alto poder aquisitivo prefere pagar mais por um produto reconhecido internacionalmente a valorizar um produto nacional que custa menos e tem qualidade até superior”, afirma ele. "Matéria prima, mão de obra, cuidado… A LOUIE conseguiu democratizar isso. Ela tem o poder de oferecer um produto nacional incrível, a custo acessível. É um produto pensado, com alma e vida”. 

Ele gosta de se vestir com roupas feitas com fibras puras e tingimentos naturais. “Nada se compara ao conforto e à beleza do puro linho, que é um luxo inclusive amarrotado”, justifica ele. “Peças assim são cada vez mais difíceis de encontrar no mercado nacional”.

O jovem não costuma abrir mão de roupas e calçados feitos de maneira artesanal –  como os nossos, você já sabe. “É nítida a diferença, vai além da estética. Dá para sentir a alma de quem os criou, eles se tornam objetos vivos. Infelizmente a produção artesanal, tão preciosa, se encontra em extinção”.

Ele hoje trabalha na agência de relações públicas Turba, que fundou com Lara Svensson e Jeff Ares. Focada nos influenciadores das gerações X e Y, a empresa faz a ponte entre marcas e essa turma. “Fazemos estratégias de comunicação e relações-públicas, branding, mailings para eventos e ações de relacionamento”, explica ele.

 

LOUIE Bota Bear

Filho do jornalista Andrea Carta, que morreu em 2003, quando era o diretor-responsável da edição brasileira da revista Vogue, Stefano cresceu no meio editorial. “Minha infância foi marcada por reuniões de pautas intermináveis, escolhas de capa no estudio do Miro e pedaços de pizza na redação madrugada adentro, um universo que meu pai fazia questão de compartilhar comigo”, conta ele, que trabalhou na editora da família, a Carta Editorial. “Iniciei minha carreira nesse meio, encantado pelo amor que meu pai tinha pelo que fazia. E, em muitos aspectos, ainda me sinto trabalhando no mercado editorial. Cada projeto e ação da Turba equivale a uma nova edição”. Questionado sobre qual foi a principal lição que aprendeu com o pai, não mede palavras: “Construir a minha própria história”.

LOUIE Derby Davis

Quando não está trabalhando, Stefano pode ser visto em bares como Jamon Jamon, Barouche, Capivara, Frank Bar, Apothek Cocktails & Co, Guarita e Petit Le Jazz. Seus restaurantes preferidos são Casa do Porco, Cozinha 212, Sainte Marie, Z Deli, Tan Tan Noodle Bar, Boi na Brasa e Minato Izakaya.

Em casa, um dos seus passatempos preferidos é ouvir álbuns de bossa nova e MPB como “Os Afro Sambas”, de Baden e Vinicius, e o do Frank Sinatra com o Tom Jobim.

Ele não é alguém que procura se desligar desse mundo tão agitado. “Me sinto melhor ficando dentro dele do que saindo fora dele”, confessa.