Menos é mais
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Menos é mais

Itens atemporais, que são elegantes hoje e ainda o serão em uma década guiam as escolhas de compra do homem atual.

 

 

A icônica estilista britânica Vivienne Westwood fez um apelo após um de seus desfiles, em 2013: “Compre menos, escolha bem, faça durar. Prefira qualidade e não quantidade. Todo mundo está comprando roupas demais”, declarou. Na visão da mãe do punk, mais vale a pena adquirir uma única peça que você realmente goste e vá usar por muito tempo do que sair com seis peças na sacola apenas para suprir o desejo de compra.

 

 

Ironicamente, nos últimos cinco anos assistimos à explosão do fast fashion e do consumo impulsivo, motivado, em grande parte, pelo bombardeio das redes sociais, ferramenta agressiva e primordial de marcas de todo tipo. See now, buy now era o mote da indústria até bem pouco tempo atrás. O tempo parece estar dando razão a Westwood. O conceito de compra imediata, logo após os desfiles, arrefeceu e hoje está restrito a um punhado de marcas comerciais, cuja logística de produção e entregas ainda permite tal filosofia. Consumidores começam a prestar mais atenção ao processo de manufatura da peça que compram, aos danos que os materiais nela empregados causam ao meio ambiente e ao prazo de validade que aquele item terá no seu armário. É o tal do consumo consciente propagado pela estilista anos atrás e que agora começa a guiar grifes e clientes.

 

 

 

 

Nessa nova realidade, tendências não fazem mais muito sentido. Efêmeras, as novidades da vez, as estampas marcantes e as peças arrojadas cujo design envelhece com a rapidez de um pivô na passarela estão obsoletas. O que temos visto nos principais desfiles ao redor do planeta são roupas e acessórios mais pé no chão, com estilo atemporal, peças que são elegantes agora e ainda o serão em uma década. A ideia se aplica, claro, aos calçados. Com sutis inovações, tecnológicas ou de design, os clássicos ainda são o seu melhor investimento. Um belo par de oxfords ou dérbis de couro, mocassins de cores neutras são armas de estilo perenes ao vaivém dos modismos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A LOUIE propõe aqui o exercício de montarmos o guarda-roupa essencial do homem de hoje. De quantas calças jeans você realmente precisa? E costumes? Sapatos? Camisas?

Eu digo que com três costumes – um marinho, outro cinza e um preto -, a sua vida social e profissional está praticamente resolvida. O pulo do gato está em brincar com as camisas e gravatas – se é que você ainda precisa usar uma.

Duas camisas brancas, duas azuis e, eventualmente, uma com xadrez discreto, resolvem. 

Sapatos? Um bom Oxford ou dérbi de amarrar funcionam para o trabalho ou um casamento.

Nos momentos casuais, camisetas lisas são um trunfo eterno. Brancas, pretas ou marinho, de preferência.

Gosta de bermudas? Prefira, então, as mais afuniladas e que terminam logo acima dos joelhos.

E lembre-se: a moda é cíclica, tudo que foi sucesso um dia pode voltar daqui a alguns anos. Então se você guardou bem peças clássicas como os coturnos ou botas de solado tratorado, pode tirá-las do armário: elas estão em alta novamente.