Barba, cabelo e bigode
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Barba, cabelo e bigode

 

A gente te passa o serviço completo dos grandes clássicos de barbearia – leitura perfeita para enquanto você espera a sua vez 

Dizer que as barbearias voltaram seria injusto com aquele senhorzinho que sempre, faça chuva ou faça sol, esteve com a cadeira te esperando para aparar sua barba ou “tirar o excesso só nas laterais”... 

Essa é uma profissão histórica no Brasil – registros dão conta de que, em meados dos anos de 1500, os colonizadores já tentavam ensinar o ofício aos índios, e depois aos escravos negros, que se tornaram os primeiros barbeiros ambulantes. 

Tudo bem que a volta das barbas ao estilo masculino moderno trouxe consigo um boom de barbearias “descoladas”, principalmente em grandes cidades como São Paulo. Mas o barbeiro é figura pública desde sempre. E vale começar um texto sobre barba e bigode lembrando disso.

Justiça feita, é hora de seguir falando em clássicos. Mas desta vez do ponto de vista de quem usa esse serviço. Quais os cortes que nunca saem de moda? Como ter um bigode de responsa sem precisar necessariamente parecer o Salvador Dali? E a barba, já que (parece) veio para ficar, como mantê-la bem aparada sem inventar muita moda?

A gente te passa o serviço completo dos clássicos de barbearia – discutir futebol, religião ou política com o barbeiro fica a critério do cliente. 

Barba

Boxed –Cheia pero no mucho, esse estilo pede um certo comprimento, o suficiente para deixar o aspecto “sombreado” causado pela quantidade de pelos. O desenho, clássico dos clássicos, vira e mexe é visto no rosto dos famosos do cinema de Hollywood, como o ator Chris Pine (à direita). Boa opção para quem quer uma barba clássica, não muito cheia, e que combina com diferentes estilos.

Lenhador – Um dos estilos mais procurados pelos homens que decidem deixar a barba crescer.  Caracterizada pelo comprimento longo e volumoso, a “barba lenhador” aposta na virilidade sem deixar de lado um toque atual (já que os barbados estão com tudo novamente...). Além disso, por possuir laterais mais curtas e menos volumosas do que a parte central, o estilo ajuda a contornar o rosto e criar uma silhueta mais fina e contornada – boa para rostos mais redondos. 

Só vale lembrar que o estilo pede comprimento e fartura de pelos. Para quem não chegou lá ainda, a dica é ter paciência – além de alguns cuidados para incentivar o crescimento dos fios, como manter a barba sempre limpa, lavando diariamente com produtos voltados para os pelos faciais. Para ficar atento: existem hoje xampus 3 em 1, que servem para a higiene do corpo, dos cabelos e da barba. Quem é prático e/ou vive com pressa pode bater palmas... 

Curta – Falando em quantidade, se você não tem paciência para cultivar a barba (ou naturalmente tem poucos pelos), pode deixar crescer cerca de um centímetro e fazer a linha despojado: sem se preocupar tanto com o corte reto dos fios nas extremidades. Dessa forma, sua barba consegue marcar presença sem exigir maiores cuidados.

Cabelo

Topete clássico – Esse resiste desde os anos de 1950 – claro que com as devidas adaptações. Se a ideia é não ficar parecendo um popstar, opte pela versão mais discreta, com menor volume. Peça por um corte que harmonize as diferentes partes do cabelo, mantendo as mechas laterais cortadas mais baixas e o topo longo e levemente volumoso. Mas há também o chamado topete pompadour, mais estruturado, para o qual as laterais devem ficar bem curtas e a finalização pede gel. 

Mas para “topetões” ou “topetinhos”, vale ter sempre por perto um finalizador, que oferece sustentação sem deixar os fios duros. Com os cabelos ainda úmidos, distribua o produto e use o secador, sempre direcionando os cabelos para cima. Para criar o formato clássico do topete, utilize uma escova para modelar os fios.

 

De lado – Clássico dos clássicos para homens. Ideal para quem prefere um visual mais sóbrio e elegante, o chamado side part consiste em cabelos curtos e polidos, deixando os fios arrumadinhos e com um leve ar retrô. O corte possui as laterais mais curtas e aparadas, combinadas com um topo mais longo e repartido de lado. Se a pegada for modernizar um pouco mais, peça ao barbeiro para criar uma risca de navalha (razor part) em um dos lados para evidenciar a divisão dos fios. A finalização ganha com uma pasta modeladora mais forte. Quem é fã deste clássico há muitos anos, é o ator George Cloney (à direita). No auge de sua elegância Cloney não abandona o cabelo grisalho de lado, tanto na vida real, quanto na de seus personagens.

 

Undercut – Esse surgiu para ser ousado, mas de tão popular acabou virando clássico. A proposta é um cabelo com as laterais e nuca raspadas, mantendo um topo mais longo para estilizar de diversas formas. Se quiser, é possível dar uma modernizada “bagunçando” os fios – para que os fios fiquem com aspecto de desconectados, ganhando em movimento. Os especialistas chamam de “visual messy” , não a toa, a maioria dos jogadores de futebol escolhem esse estilo que também é o mais escolhido entre os mais jovens.

 

Militar – Também conhecido como buzz cut, o corte ganha pontos pela facilidade em manter e usar, e por combinar com todos os formatos de rosto. É praticidade que fala: acordou e pronto. Peça ao barbeiro um corte rente, que siga o formato mais quadricular e com o comprimento um pouco maior no topo da cabeça. O corte é conhecido como militar justamente por ter esse estilo rente e costuma ficar bom com todos os tipos de cabelos. O ator Chris Evans (à direita) é um dos que gosta da patricidade do estilo.

 

Para trás – Boa opção para dar um tapa no visual em ocasiões especiais – sem precisar fugir muito do tradicional. O modelo consiste em fios alinhados e penteados para trás com um acabamento polido. Esse estilo pede um comprimento mais longo no topo, para poder criar o visual, enquanto as laterais podem ser mais curtas ou longas. O mais importante é que a parte de cima do cabelo seja penteada firmemente para trás, que é a característica principal do look. 

Shaped afro – Bom para quem tem cabelos crespos. É possível escolher entre inúmeras variações do estilo, parando naquela que melhor combina com a sua rotina e personalidade. Mas fica a dica: além de procurar um profissional que entenda desse tipo de cabelo (acredite, isso é superimportante), vale uma boa conversa para que ele entenda qual tamanho você quer para o seu shaped afro, e também a largura ideal para você nas laterais. Depois vai do estilo: mais baixinho para quem não ousa muito; maior para os mais modernos. A regra é que o corte desenhe uma linha reta na sua testa. O modelo já conquistou o cantor Drake.

 

 Bigode 

 

Estilo Magnum – Basta andar nas ruas para saber que os homens descobriram o bigode – o quanto é possível mudar o visual com ele. Mas se a ideia é ficarmos nos clássicos, não pense duas vezes e vá para o estilo pincel – ou, se preferir, o estilo Tom Selleck (para os mais jovens: joguem Magnum no Google e tudo fará sentido). O modelo cobre apenas um pouco a linha do lábio superior, e precisa ser aparado apenas para que não entre na boca. Pede manutenção com cera e uma tesourinha sempre a postos, para sempre manter o bigode bem alinhado e com o corte certo. O Super-Homem Henry Cavill já foi visto com um.

 

Retrô – Saideira para não dizer que a gente não gosta de uma certa ousadia. O chamado handlebar (abaixo) é aquele bigode que parece saído de um desenho animado, mas que conquistou muito marmanjo nesse come back de pelos faciais. Sabem o comprimento longo e as pontas curvadas para cima? É esse mesmo. A boa notícia é que ele pode ser moldado de ac

ordo com seu gosto: superlongo e curvo nas pontas, como na versão “tradicional”, ou mais suave, com um comprimento mais curtinho e discreto. Para adotar o estilo, é preciso deixar o bigode crescer até chegar a um comprimento que permita a modelagem das pontas levemente viradas para cima.